quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

27 anos - Realejo ( Quem sabe a sorte virá num realejo ?) #OTM

Aqui estou eu... Sobre a tradicional postagem anual de alguém que insiste em não abandonar completamente o blogger. Talvez esse blogger fale muito de mim. Ou nem tanto, uma vez que todos os anos eu sou uma pessoa completamente diferente de quem fui quando escrevi a última postagem. Ou talvez não, tolice a minha. O fato é que essa leitura não é para todos, eu escrevo talvez para mim mesma, para testar minha própria sensibilidade, como alguém me disse um dia. Em um mundo de pessoas egocêntricas de mais, quem quer tempo para ver as postagens alheias? O jogo do contente é exatamente esse, ver o lado bom até na existência de pessoas egocêntricas e saber que estas pessoas não se importam tanto com o que escrevo faz com que eu me sinta à vontade pra me revelar. De uma forma velada, mas que ainda insiste em expor, em comunicar. Aliás, comunicar é preciso. E sem mais delongas, vamos lá:
Não quero falar sobre o ano de 2016. Mesmo sendo o ano em que ruivei. E que superei tantas coisas de um passado tão rastejante. Mas eu não gosto de anos que terminam com o número 6, e eu não gosto de anos em que uma presidenta eleita democraticamente saiu da presidência diante de um acordo de pessoas que claramente não mereciam uma vida política, no sentido mais genuíno da origem atrelada a palavra pólis. Nem do ano em que Bolsonaro declara no estado vitorioso: “"Perderam em 1964, perderam em 2016!". Cara acho que nunca falei palavrão nesse blog, mas que ano cuzão politicamente falando esse ano. Para o Brasil, para o mundo. Que triste ver a intolerância se arrastando e se eu continuar estarei falando de 2016 que tá sendo triste, trágico e que lembra que da caixa de pandora só resta a esperança. Esperançar é preciso, como diria Paulo Freire. Por isso vou falar de Vinte e sete.  Sim da minha idade numérica favorita que foi vivenciada esse ano. Talvez eu tenha esperado muito por essa idade. Eu não consigo pensar em outra idade que desejei tanto saber como seria, que vivências eu teria. Eu sonhava em ter vinte e sete anos desde criança. Parece loucura, que seja! Quem não tem um pouco de loucura não sabe o melhor dos sabores da vida. O que mais esperar de quem já teve uma amiga árvore na infância? Enfim esse seria outro post pra falar do meu amor pela natureza. Mas o post de hoje é pra falar de amor de modo geral, o amor que senti antes de tudo, por mim mesma por ter chegado numa idade tão sonhada. Eu e meu misticismo sempre teve uma ligação sincera com essa idade. Talvez eu desejasse e acreditasse tanto que coisas boas acontecessem nessa data e que todos os meus desejos se tornariam realidade desde que eu fosse a luta ( uma vez que parafraseando O Teatro mágico – Uma das melhores obras de arte que presenciei nesse ano no show em Manaus  - Milagres acontecem quando a gente vai a luta) . E cara eu penso tantas coisas quando estou escrevendo que duvido que se alguém for ler vai conseguir acompanhar meu raciocínio, porque talvez não seja raciocínio. Aqui apenas sinto, sinto muito e transbordo em palavras. Risos . Okay, alô Déficit de atenção, foco! Eu falava dos vinte e sete. E falei que sentia que tudo que desejasse com vontade poderia realizar , mas a vontade de potência, sabe!? Aquela que faz acontecer. E aconteceu. Para que essa idade fosse mais realizadora ainda , porque promissora eu sabia que era, só faltou o doutorado. E eu sabia , em um otimismo enlouquecido, que por mais difícil que fosse, se eu tentasse eu poderia ser aprovada e a essa altura eu já estaria fazendo planos sobre minha nova vida em um novo lugar longe daqui. Faltou coragem pra isso. Eu lembro de dizer pra mim mesmo algo que já ouvi antes não lembro onde: Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade. E foram se tornando. Eu sempre desejei trabalhar muito,fazer muitas coisas , ajudar muitas pessoas de alguma forma com meu trabalho, começar a construção de um mundo melhor aos poucos. E nossa , como eu trabalhei. Recebi promoções de responsabilidades e trabalho, dinheiro nem tanto. Talvez soubessem que isso nunca me motivou de verdade. Não, não vivo sem dinheiro , não sou hipócrita mas eu acredito nas causas impossíveis. A la Dom Quixote, Tudo bem seja por amor as causas perdidas. E por acreditar tanto, e trabalhar tanto por amor a essas causas, conquistei inimigos. Sim , eu que nunca pensei que teria inimigos, e esse não foi um desejo para os vinte e sete. Mas talvez eu tivesse que aprender algo com isso, como a rezar por essa pessoa. E quantas vezes eu rezei por ela hem! Rezei muito. Talvez não tenha sido só uma inimiga, talvez tenha ganhado mais. Acontece que sempre me vi muito mais em amigos e esse ano era visível pessoas que não gostavam de mim exatamente pelo que eu queria fazer: o trabalho mais certo. Ser certinha de mais sempre vai incomodar alguém. Okay, continuarei incomodando se for preciso. Se não for pra ser autentica nem quero. E falando em autenticidade e rezar, eu que sempre colecionei as diferentes religiões que conhecia e pareciam apenas coleção pois ficavam lá no cantinho do pensamento ou no máximo simbolizada no meu mini altar mas sem grandes comprometimentos. Eis que esse ano surge uma nova luz, e eu me torno membro da igreja messiânica. Por quanto tempo, não sei! Eu sou muito cristã apesar das minhas andanças no budismo a fé bahái entre outras não cristãs. O fato é que pela primeira vez consegui me comprometer com alguma religião . O motivo  principal:  a possibilidade de ministrar johrei e ajudar pessoas a ficarem bem , a se sentirem bem, a fazerem o bem, a serem o bem. Eu já experimentei várias religões, engraçado que falo isso como se , enfim. Experimentei mesmo. Talvez não tenha frequentando tanto mas todas que conheci, li , estudei, meditei, orei, tentei seguir ao máximo os ritos e realmente me sentia conectada. Algumas eu quase tive certeza que enfim tinha encontrado o lugar pra ficar mas não ficava. Continuo com a mesma sensação , a diferença agora é que estou ficando. E advinha só, a data de outorga e oficialização na religião, foi? Vinte e sete de dezembro.  Coincidência ou não, mais um grato presente dos vinte e sete anos bem vividos e lançados a existência.
No mais eu não poderia deixar de falar de amor. Será que eu sei o que é amor? Talvez Raul Seixas ,o grande , pudesse falar por mim: “Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou. Se hoje  sou estrela amanhã já se apagou, Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou. Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor”...  Enfim talvez esteja vivenciando algo próximo a esse sentimento tão bonito e por inúmeras vezes tão banalizado. As vezes tenho dúvida do que sinto porque tem uma relação tão forte com apego e o meu entendimento sobre o amor sempre foi associado a qualquer coisa com liberdade, com deixar ir, com desapegar. Até que eu vivenciei a partida. E tudo mudou. E de repente mudam-se as concepções porque mudaram os sentimentos e o amor passou a ter uma associação com qualquer coisa relacionada ao ficar. Sim ficar. De estar presente. De não ir, mesmo que seja necessário partir. Mas de permanecer ,por escolha. Afinal amar, já diria Paulo Freire, é um ato de coragem. E não é para covardes. Talvez os vinte e sete tenha me mostrado que amor tem qualquer coisa de apego  embora eu tente lutar contra isso todos os dias . As vezes me assusto com a dimensão do apego presente em mim e na relação que os vinte e sete anos me deu. E sim , talvez eu tenha que levar vinte e sete flores pra Iemanjá. Talvez não. Eu tenho. Risos. Porque os vinte e sete anos me deu de presente alguém pra amar, pra concordar com as palavras do poetinha: Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.  Até quando? Também não sei. A única certeza que tenho sobre mim , sobre o mundo é que tudo passa. Eu nem sou capaz de fazer promessas eternas. Promessas que eu não poderia cumprir , porque o eu de hoje não é o mesmo que acorda amanhã . A metamorfose é constante . Mas eu posso prometer cuidar para que o que for bom não passe, é tudo que cabe a mim. O resto é transitoriedade, facticidade e o caos da existência indefinida e cheia de possibilidades o tempo todo. Talvez os vinte e sete anos tenha me mostrado que eu precisava ser menos egoísta, logo eu que sempre tive aversão a esse tipo de pessoas, demorei a reconhecer que eu fui e sou bastante. Que eu sempre gostei muito da minha companhia e que eu sempre tive absurda dificuldade em compartilha-la com alguém. Até que eu desejei querer compartilhar , viver algo novo. E os vinte sete como mágica realizou o desejo. E quantos sentimentos e vivencias diferentes eu tive por me permitir compartilhar. Eu ainda me assusto com isso, confesso. Afinal são vinte e sete anos, myself  and I. E sempre foi muito mais fácil fugir da companhia real de alguém do que vivencia-la em um relacionamento. Hoje eu lido com isso ,  com todas as dores e delicias . E quando alguém me pergunta se estou bem, nesse ano, sendo sincera. Apesar de 2016, das dores do mundo, das tragédias ,da crise  , eu posso responder por mim  sinceramente  que sim. Hoje eu já não falo mais que estou bem para agradar as outras pessoas que se importam comigo. Eu realmente estou bem. Esse ano eu até voltei para terapia porque eu me assustei tanto com a nova Adria desse ano , que eu precisava transcender. Eu fiz yoga, eu comecei a cumprir algumas das metas da lista que fiz em 2015 , ainda existem grandes pendências, entre elas a minha viagem pela América Latina e Europa, mas talvez elas não caibam nesse vinte e sete anos , que foi tão intenso. Na vida profissional, afetiva, familiar ,social e espiritual. Mas essas viagens cabem na vida e na vida cabem todos os sonhos . Que em 2017 nós possamos seguir sonhando, desejando e realizando. Que a gente não tenha medo do novo e sim de não mudar. Que a gente tenha coragem! E que sejamos gentil. Com a gente mesmo, claro. E sempre. E com o Outro.
Ps: Eu teria muito mais pra escrever , mas como viver não cabe no lattes, nem na postagem , eu apenas existo e deixo aqui o essencial. Apesar de que o essencial é invisível aos olhos ,até porque é existência pura. Mas enfim , a verdade é que estou com sono. E a vida segue, as séries pra ver no recesso de fim de ano também. Tenha uma vida bonita!



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Poder-ser... Sereníssima... #sqn

Eu deveria sentir vergonha de manter esse blog que contem tantas imaturidades, tanta exposição de subjetividade, tanta sensibilidade , tanta imperfeição, tanta vulnerabilidade, tanta fragilidade, tanta alma, humana...demasiadamente humana... Então me jogo, lembro que sou da-sein e que isso envolve todas as minhas possibilidades, o meu poder-ser mais próprio e assim sendo, posso subjetivar , posso me lançar navegando e mantendo o hábito de postar algo mesmo que anualmente como que num encontro comigo mesmo, com o que evolui ou com o que eu deixo de ser, permaneço, faço manutenção, ou recomeço....
Querido diário otário....pois bem! Isso me lembra uma música do Engenheiros do Hawaii que muito tem a ver comigo...E no momento tão conturbado da existência pelo qual eu passo, com tanta serenidade em meio a tamanho caos a ponto disso tudo estar sendo exposto aqui....enfim: Dom Quixote! Mas oras pois, o que quero é um desabafo.
Como não tenho intenção de ser entendida, senão compreendida por mim mesma, testando minha própria sensibilidade quero registrar pra minha alma essa tentativa de superação que venho me impondo dado a um fato inusitado e cheio de sentimentalidade que aconteceu nas primeiras semanas de maio que não esta mais no final porque já acabou... Quero saber como me recordarei desse fato próximo ano, dado que tudo passa, invariavelmente tem que passar... Pois bem:
1a semana: Atitudes extremas e desesperadas mas práticas, banais, ridículas, imediatistas e quase eficaz. Recurso estratégico de cunho saudável: Procurar terapia e agendar finalmente a primeira sessão de psicoterapia após anos! Isso ( Recorrer a psicoterapia) não acontecia since 2011 ( que só tinha ocorrido por recomendações éticas da prática profissional e não por demanda total pessoal, visto que é recomendável que todo psicoterapeuta experimente na pele as dores e delícias de se submeter a psicoterapia do lada de lá )
2a semana: Desabafar com amigos , alugar as boas almas pra caramba, sair pra comer , sofrer bastante, sair pra comer, comer muito , beber nem tanto...cantar um pouco. Dançar , não rola. Patinar e cair , bastante! Recair na gripe, ficar de cama. Deprimir. Somatizar.Recurso estratégico de cunho saudável: Procurar todos os locais que oferecem Yoga na cidade, agendar e não só agendar, comparecer a uma aula experimental com o mais solicito , equilibrar corpo e mente e determinar mudar  todo o estilo de vida e sentir dores musculares por uma semana inteirinha.
3a Semana: Momento família. Alugar os amigos, focar no trabalho, produzir mais do que nunca. Evoluir nos resultados de uma pesquisa de anos, articular discussões teóricas e práticas. Estudar muito! Sair para cantar, beber e não ficar de ressaca, também! Ouvir conselhos? Ok!  Recurso estratégico de cunho saudável ( será?) : Conhecer o budismo. Aliás nada melhor para praticar desapego , não? Não! Alma apegada a matéria se perde ao procurar e encontrar uma vidente. E realmente agendar com uma. Uma? Não basta! Seria pouco pra controlar tamanha angústia implicada de ansiedade. Duas videntes. Cartomante. Que seja! Com previsões ou revelações similares: http://letras.mus.br/chico-buarque/45128/
E tinha que ter Chico! Buarquices! Coincidências ? Talvez. Consolo ? Um pouco. Solução? Não exatamente. Talvez até problemas. Mas : Gratidão! Das sincronicidades da vida que Jung entenderia tão bem, dos anjos do caminho e das convergências do universo! Ok . Gratidão com certeza!
Daí maio acabou "Maio já está no final.. o que somos nós afinal se já não nos vemos mais?" e Kid Abelha sempre rola!
Junho chega finalmente , meu Deus ! Metade do ano e parece que foi ontem o carnaval - quando me dei conta do que realmente estava acontecendo - e agora já aconteceu ! De repente , não mais que de repente! Dessas coisas que tornam a vida mais bonita , por vezes dolorida, de mistérios , de (in) verdades, de fatos estranhos , desconhecidos ,dos quais nunca teremos total certeza . clareza, leveza... Como a eternidade....
E a 4a semana? Maio acabou! Precisa ter 4a Semana?
A 4a semana é a 1a semana de junho e tem coragem , tem energia. Tem mais que Ho'oponopono! Tem Daimoku, tem Namastê! Tem Ciência, tem profissão. Tem alguém que se perde e se encontra. Tem recursos ,estratégias, salmos, alento, serenidade e caos!

'Ser como o rio que flui. Lento, devagar, mas que corre para o Mar'

Todo rio encontra o mar.... Abrir clareiras, calmamente no agitar das águas!


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tudo começou no curso de francês....

E o que isso tem a ver com o que vim postar no blogger? Vim falar sobre a nostalgia que  o fim do orkut me traz, mas lembrei o motivo da criação desse blogger quase não alimentado. E falar da minha vida pra pessoas que podem estar interessadas em ler sobre, não me interessa mais. Saudades de quando eu era uma anônima qualquer... Não que eu seja importante mas nunca gostei muito de olhares.rs. Nem dos virtuais.
Pois bem, vim falar sobre a saudade que o orkut vai me deixar. E sobre as coisas que não estão escritas nesse blogger que relatam partes importantes da minha vida. Mas não mais importantes do que aquelas que acontecem entre um parêntese do tempo, em offline e marcam nossas vidas profundamente sem que haja necessidade de qualquer registro ou compartilhamento com outrem...
Voltando ao orkut, apesar de amar redes sociais, mal tenho tempo para acessar facebook ultimamente e minhas redes atreladas ao profissional como linkedin por exemplo. Internet não tem ajudado, padrão fifa de copa 2014 em Manaus , mas meu tempo também parece cada vez mais curto diante de tantas atividades dessa vida adulta insana, de uma pessoa contraditoriamente equilibrada.
O fato é, que eu tenho milhões de coisas para fazer e deveria ta usando esse curto espaço de tempo livre para dormir, mas resolvi me despedir do orkut e lá encontrei memórias bem vivas.. E aos poucos, vou recuperando, assim como minhas fotos  ( que bom que o tempo passa e nós evoluímos e mudamos pra melhor, por sinal hem) e vou compartilhar minhas palavras aqui... Porque o blogger, similar ao orkut que eu não mais usava, era bom pra saber que existia e que quando batesse saudadde de velhos tempos, poderia acessar e lembrar de histórias de vida, minha vida na rede. Agora resta lembrar do orkut através do post desse blogger que me acompanha já há alguns 6 anos e que me servirá para contar histórias minhas a mim mesmo, como aquele velho diário que eu escrevi da infância a adolescência , com a diferença que aquele escondia e trancava a sete chaves, e aqui escancaro para o google todo ver. Subjetividades.
Mas vamos lá,
Lembrando do quem sou eu..Quase nada mudei desde essa descrição no quase falecido orkut... Aliás esse era o lado mais filosófico do Orkut querido.. Quem sou eu?  A pergunta me lembrava a minhas paginas de leitura do mundo de sofia...Mas no meu mundo....no orkut...

Sobre Adriaeditar
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"Sou o fui e o Serei"

Sou filha de duas pessoas maravilhosas que me ensinaram muito mais que boa educação. Sou irmã mais velha de um garotinho vivendo sua pré-adolescencia que toma muito da minha paciência e irmã de uma nina linda que me suporta todos os dias. Sou amiga de pessoas tanto comuns como de almas raras que me fazem sair do maravilhoso mundo da lua para desfrutar de suas companhias.
Sou estudante de psicologia e crente nas realidades utópicas! Tenho fé em Deus , na vida e nas pessoas. Sou uma humanista convicta. Busco o divino as vezes encontro o profano. Detesto mentiras, mentes pequenas e desamor, desrespeito com o proximo, egoismo, arrogância e futilidades, incluindo as minhas. Sou timida-intro e extrovertida, quieta, na minha, e não metida! Adoro a necessária solidão. Gosto de fazer bem feito tudo que me proponho a fazer. Posso ser calada ou falar pelos cotovelos, depende de como e com quem eu estiver! Algumas pessoas dizem que sou do tipo doce mas para quem não tem o gosto apurado o bastante pode parecer amargo, mas não é. A vida é maravilhosa, unica e eu sou alguém vivendo calmamente, com pressa de viver!
Ah e não se surpreenda comigo porque eu ainda não me conheço o suficiente para não criar surpresas!
Tudo aqui quer me revelar:

Twitter - Sigam me os bons!
Blogger - Não tão intimo, mas pessoal! 
Linkedin! Networking 


“A vida, no que tem de melhor, é um processo que flui que se altera e onde nada está fixado. "
(Carl Rogers)

"Dependo numa grande medida daquilo que ainda não sei e daquilo que ainda não fiz" (Max Weber)

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito." 
(Florbela Espanca)

Ψ

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Conversas com Deus - Parte II ( Sobre o auge da dor...)

VIVENCIAR

O que tem de ser feito, tem de ser feito. Aquilo por que tens de passar, tens de passar. Cada coisa surge na tua vida numa determinada altura para ser vivida, para ser vivenciada. Caso queiras fugir dela, apenas irás adiar o espinhoso caminho pelo qual terás de passar obrigatoriamente.

Sempre que atrais um acontecimento, uma pessoa, uma situação na tua vida, sempre que esse encontro se dê (entre ti e aquilo com que vais ser confrontado), é porque está na hora de vivenciares isso ao nível mais profundo de que fores capaz.

Se não desejavas ou achavas que não podias vivenciar essa situação, ter-te-ias antecipado, terias feito outras escolhas que iriam desaguar noutras situações. E, nesse caso, irias atrair outras situações para vivenciar. Mas foi esta a situação que atraíste agora, e agora é o momento de a vivenciares.

Queres um conselho? Não fujas. Vivencia o que tens a vivenciar, aprende com a experiência, e, só então, parte para outra. Não deixes de aproveitar esta oportunidade para viver esta situação até ao fim, até ao limite. Esta situação é agora a tua grande professora. É aqui que vais aprender, é aqui que vais evoluir.

E quando a tormenta tiver passado, quando o que houver para aprender tiver sido aprendido, olha para o céu e poderás ver mais uma estrela que foi lá colocada em tua homenagem. E eu seguirei contigo, protegendo-te, para onde quer que vás.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sucessos e (in) Sucessos em 2012 - O ano que o mundo não acabou.

Para dar alguma vida ao blog abandonado , ao menos uma vez no ano eu tento postar algo aqui.... E nada como essa época de fim de ano para fazer aquela retrospecção e reflexão acerca dos acontecimentos marcantes do ano.
O que dizer de 2012? O grande ano da minha vida até agora? Talvez. Talvez? Parece-me muito que sim. O ano mais esperado desde 2007. O ano em que mais uma vez o mundo não acabou, ao contrário do que pregam profecias interpretadas popular e apocalipticamente... 2012 foi o ano em que vivi algum dos melhores momentos da minha vida e tinha plena consciência disso. Alcançava algumas metas, vivia de acordo com o  que havia planejado. E é tão bom o certo controle da vida quando podemos, mesmo sabendo de toda imprevisibilidade que lhe é própria. Adquiria experiência como pesquisadora e como psicoterapeuta . Iniciava o voluntariado em uma das ONG's que eu mais admirava desde minha adolescência e só em 2012 tive como me doar e realizar um trabalho lindo e gratificante de salvar vidas com ouvido, olhos e palavras... Vivi um dos melhores relacionamentos da minha vida no primeiro semestre do ano e no segundo semestre começava com a conquista da graduação, a comemoração e o casamento com minha profissão. Uma semana depois, estava empregada , e alguns meses depois começava a ver um sonho se tornar realidade... Clinicar em um dos melhores espaços que a cidade oferecia e poder oferecer um serviço de qualidade as pessoas que recorreriam a mim como profissional. E o melhor, começar ao lado de amigos e de pessoas visionárias e tão apaixonadas como eu pela profissão da minha vida.  Tudo saiu nos conformes. Houve momentos de dificuldades e crenças em (in) sucessos mas a felicidade e realização foi o que prevaleceu. O ano termina com um saldo mais que positivo. Não tem nada melhor do que fazer o que amamos, de nos tornar o que gostaríamos de ser, de se realizar profissionalmente e viver bons momentos na vida pessoal. E que momentos! Descobrir que o coração pode bater forte novamente não só pelas conquistas profissionais mas da forma diferente que bate quando reencontramos um ex grande amor de nossas vidas. Talvez continue romântica. Mas 2012 também foi o ano da independência psicológica, de não ligar tanto para a opnião dos outros e viver o que eu gostaria de viver. Cortei os longos fios de cabelos que sustentei durante 23 anos e o corte chanel não só representa um novo visual mas alguém que vive de acordo com suas próprias vontades , alguém que de certa forma tem alcançado a maturidade e que á capaz de dirigir não só sua vida mas de auxiliar as pessoas que também buscam direcionar as suas. 
Um ano feliz, de encontros e desencontros. Mais de encontros e reencontros.  O ano profetizado como o ínicio de uma nova era de coisas muito mais que boas e positivas do por vir.

Hoje estou feliz, preciso sempre estar bem para poder lidar com as demandas que a vida me oferece. E hoje faço isso sem nenhum esforço. Não preciso responder que estar tudo bem para fazer com que algumas pessoas que se importam , se sintam melhores e felizes por me verem bem, mas porque realmente estou bem. 

Que o ano de 2013 venha trazendo boas energias, que eu possa ler o resumo de 2012 e fazer um resumo de 2013 ainda muito melhor, que as profecias boas se realizem e que eu possa recordar que sempre fui mais feliz quando vivia essas palavras :

"Sempre pensei muito e vivi de menos...Considero esse momento da minha vida como o momento em que passei a pensar menos e viver mais” 

E por isso revivo. Pois a vida é muito breve, e a nossa felicidade uma responsabilidade individual.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Invariavelmente tudo passa...

Diz-se que escrever alivia… Ok.. mas aliviar o que? Se não há peso ou dor... Ou haveria?
Não sei..Talvez o peso de 2011... Talvez o peso carregado há alguns anos.... Desde 2008 mais precisamente... E a aproximação do natal me faz pensar nisso.. E fazer um balanço.. que deveria ser só meu... mas que por algum motivo que não conheço ou não ouso me revelar desejo compartilhar com todos subjetivando na rede, mesmo que quase ninguém leia esse blog.. Sei l.. Uma conversa minha comigo mesmo . Just myself by myself...
2007 foi um ano feliz.... Não lembro de ter tido um ano tão positivo como o de 2007. Certamente não esquecerei aquele ano...É.. foi doce... Sonhei com ele e aconteceu. Mudava de cidade na tentativa também de me distanciar da pessoa desastrada que eu era embora rodeada de pessoas queridas e queria tentar o novo.... E minha família me acompanhava... Quanto amor.. E isso me faz pensa r naquela frase que diz que o amor que sentem por você gera mais responsabilidade do que o amor que você sente. Uau.. E como...E agradeço a Deus por isso... E ainda agradecida... Ali me via chegando na maior idade... 18 anos e achava que por isso seria mais matura... Quanta tolice.. A maturidade mais tem a ver com o tanto de experiências que temos e o que tiramos daquilo do que com a quantidade de aniversários como dito certa vez em um texto atribuído a Shakespeare....2007... Lembro dos meus sorrisos, anseios e expectativas.... Aquele friozinho bom na barriga e um cheiro agradável vindo de algum lugar com gosto de realizações e sucesso.... Eu estava apaixonada.... Loucamente apaixonada pelo curso que havia escolhido para faculdade após o ensino médio... Começava o curso de psicologia cheia de sonhos, queria salvar o mundo, ajudar a todos e de repente me dei conta de que só teorias não bastavam nem pra ajudar a mim mesma. E conhecia a realidade tácita. Um castelo de areias desabafa e eu me dava conta de que viver era bem melhor que sonhar, que a realidade difícil e diferente daquele mundo fantasioso e encantado poderia sim ter desafios que valiam a pena mesmo que ainda com algumas crenças utópicas eu seguia, mas mais na real.. Assim diria... E continuei me apaixonando pela profissão que havia escolhido construir...
Veio 2008... E altas doses de realidade... Lembro que cheguei a escrever no diário ( sim , parece ridículo mas eu aos 19 anos ainda escrevia em diários e fazia anotações pessoais menos extensas do que essa que produzo agora) “Sempre pensei muito e vivi de menos...Considero esse momento da minha vida como o momento em que passei a pensar menos e viver mais” E ali estava eu tentando me ver lançada a uma existência comum, deixando de ser aquela maluquinha sonhadora e me arriscando a deixar o príncipe encantado e embarcar numa relação com o sapo.. É... o príncipe não ... Mas o sapo.. descobri que existia... Ok.. não lamento... Muito aprendi com ele... E principalmente que o príncipe não existia... Já passava da hora... Mas não foi tão simples... Buscava o príncipe no sapo.. acreditava que ele poderia transformar-se e nisso passaram-se 2009, 2010 2 bum 2011. Definitivamente. Por mais beijado que fosse o sapo não viraria um príncipe. Eu já havia me conformado a isso.... E tudo bem.. ser aquela princesa sem o príncipe.. O sapo bastava e gostava dele mesmo assim. Alias era algo do mais real possível: sem idealizações , sem sonhos , dia por dia... Parecia ate uma forma bonita de amar.. É amor.. essa coisa romântica que inventarm.. e parece ser bom, quando acontece.. E acontece com quem acredita.. Talvez eu não tenha acreditado tanto.. ou de mais .. E o efeito foi contrário... E a princesa era feliz com um sapo e com uma vida ao avesso a contos de fadas em que tanto acreditava... Até que descobriu-se o necessário para o fim de uma ilusão valorosa... O sapo não tinha uma única princesa... E nada poderia ser mais certeiro para concretizar o fim.. Já que mesmo todo o excesso de realidade não o tenha feito.. Essa descoberta possibilitou um fim que por vezes já havia sido tentado.. Comemorações ? Houveram muitas... Porque havia uma torcida favorável que não acreditava em contos de fadas mas também não desejavam-me menos do que uma realidade plausível. Lagrimas foram muitas, pessoas pra consolar também. E nunca pude queixar-me de ombros amigos, de solidão e de poder ficar sozinha. Houveram declarações , houveram os que pareciam príncipes encantados e que fizeram do tanto que podiam para se aproximar do patamar que havia alcançado o sapo mas nada... 2008.. 2009.. 2010.. 2011.... Conquistas profissionais.. Relacionamento cada vez mais serio entre o primeiro amor: Psicologia, família esplendida, amigos maravilhosos, pessoas a quem recorrer, lagrimas ,decepções , sorrisos , descobertas, aventuras, emoções, viagens, inovações, comemorações ,crescimento espiritual, curiosidades, peculiaridades, términos e enfim a verdade contida na frase “tudo passa”. Sim porque tudo passa... Os momentos bons, os momentos tristes e muito fica... Ficam as lembranças , as experiências.. E então você escuta que sublimou ao tentar conhecer tantas religiões diferentes.. Ok.. Um freudiano entenderia. E eu descordaria como descordo embora possa ate fazer de longe algum sentido... E ai você escuta que é uma menina, que sempre falaram muito bem de você , que você é inteligente e tudo mais mas que para consolidar-se naquilo que decidiu para vida precisava de mais maturidade, ser menos menina e mais mulher.. E aos 22 anos isso ainda não me cabia. E então marcou-se o ano de 2011 por uma serie de momentos tristes , um dos mais tristes , felizes e inusitados principalmente nos dois últimos meses.. O castelo desabou totalmente.. Contos de fadas? Não mais.... A realidade ? Legal.. As vezes ate parece mágica.. Que sonho! E talvez isso me tornasse mais mulher.. Quanta tolice! Uma menina tola acabou de escrever isso em uma linguagem fantasiosa... E essa menina que hoje é uma mulher já não sentia vontade de chorar por ter seu castelo de areia destruído por conta dos acontecimentos inusitados que revelaram os dois últimos meses do ano de 2011 mas hoje de repente, talvez com o fim de mais uma fase de idealizações novamente sentiu-se que estava triste... e por que ? porque em algum lugar dentro de si ainda queria acreditar nos contos de fadas. Mesmo após toda a destruição do seu mundinho ecantado... E como não durmirá sozinha em seu quarto porque seus avozinhos vieram passar natal em Mao e isso lhe faz muito feliz – ter uma família tao linda reunida.... não poderia chorar sem ser vista e então lembrou-se de um mecanismo terapêutico : escrever... Para aliviar ... o peso dos anos ... o peso de 2011.. que tanto pesou.. E que sera lembrado para sempre.. não com a alegria que vislumbra-se 2007 mas com um certo pesar... Ate mesmo esperançoso porque términos de ciclos indicam recomeços e de fato houveram começos e não tao somente recomeços... E aliviando pode-se voltar olhar ao redor e poder responder e transparecer estar bem de verdade quando a enorme torcida de pessoas maravilhosas que cercam perguntam se esta tudo bem e se importam de verdade possa ser respondido que sim.. Mesmo que talvez não esteja.. Afinal quanta alegria ver pessoas alegres com sua felicidade.. Então nada melhor que sustenta-la...E realmente esta tudo bem.. Totalmente diferente de tudo que foi sonhado... Mas afinal tudo passa.. As alegrias,, as melancolias ... Invariavelmente.. Seja o que for.. vai passar.. E aprender a lidar bem com isso e saber que viver é melhor que sonhar como canta Elis Regina talvez torne o 2012 um ano de realidades mais felizes. Se o mundo não acabar... Feliz natal! E ano novo também.... Tudo passa. Sempre!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sobre peso morto...

Faz parte da vida ter decepções. Foi a primeira grande e sendo a vida como ela é não espero que seja a última mas que seja unica quanto a questão em si. Porque errar é humano mas permanecer no erro. É, é burrice!

Agora estou me recompondo e arrumando forças pra me livrar de algum peso morto que tenho carregado por dias contáveis porque vao ter fim. Vou começar pelo guarda-roupa, arrumar todas as roupas. Identificar as que realmente uso e me livrar daquelas peças e entulhos que não cabem mais e so estão servindo pra ocupar um espaco que poderia esta sendo util para permitir a entrada de coisas novas e realmente necessárias.

Tal como no meu guarda-roupa tenho carregado pela vida, ou simplemente tenho permitindo que um espaço seja ocupado por pessoas desnecessárias que muito pior que as roupas que apenas ocupam um espaco sem causar tantos danos a não ser o peso morto que são, causam estragos e marcas irreversíveis.

Mas tal como as estações do ano que mudam e as roupas no guarda-roupa mesmo que levem tempo acabam se renovando seja para acompanhar a moda ou as mudanças do corpo, isso tambem vai passar. Tudo passa , tudo muda e não há bem ou mal que possa durar para sempre, pois o principio da impermanência é o que rege a sequência da vida. E hoje decidi que esse peso morto não levo mais.

To indo arrumar o guarda-roupa, depois a estante de livros, o armário, os sapatos de fora pra dentro e de dentro para fora até conseguir organizar e priorizar o que serve , o que quero e o que NÃO QUERO MAIS!