sábado, 5 de setembro de 2009
Silêncio , Som e Palavras...
Sim...Nas diferenças também habita a perfeição...
O que seriamos sem as diferenças que transitam na vida?
Aos bons ouvidos:
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Sempre é tempo...

Eu parto.
Longo é meu caminho.
O início está oculto no passado,
E o fim, eu desconheço.
Como sei tão pouco!
Apenas isto: Agora o passado já não é um peso.
Ele já não me chama para voltar,
Ele já não tenta me agarrar
E já não pode me deter.
Tornamo-nos amigos,
Eu e meu passado,
E por que não?
Em um dia luminoso,
Numa região desconhecida,
Um clarão argênteo me atraiu.
E minhas mãos descobriram a chave
Para chegar até meu amigo.
Em um dia luminoso, meus ouvidos
Ouviram a voz do passado:
"Escuta - segue avante! Vai e não te voltes.
Dou-te a sabedoria, abandona-me,
Não busques mais as coisas que passaram,
Não as invoques.
Não sou teu pai nem tua mãe,
E não és meu filho.
Por isso te digo: segue avante.
Somos amigos,
E um amigo ajuda a outro.
Eu parto.
Mas, o que significam esta manhã,
Estas nuvens, estas árvores, esta gente?
Por que estou aqui?
Este é o meu mundo?
Será que o amo?
Será que ele me ama?
Quero compreender o presente,
Quero viver!
Caminho pela casa,
Adentro um aposento esquecido. .
Banhado hoje numa luz suave e dourada,
Tenho a chave do meu mundo.
Ouvi a voz do presente:
"Que esperas de mim?
Não sou teu pai nem tua mãe,
E não és meu filho.
Não fiques aí parado.
Se queres descobrir, mexe-te,
Senão jamais compreenderás o que eu sou.
Eu sou o movimento e o ritmo,
O alento que entra e sai,
O coração que pulsa.
Aprende com teu coração.
Pois este é o sentido do presente.
Se o conseguires, seremos amigos, E um amigo ajuda a outro.
Eu parto.
Mas para onde?
O futuro é cinzento Não vejo sua forma.
Contudo estou sem nenhum medo e inquietude,
Pois meus amigos vêm em meu auxílio:
O passado, o presente,
E também meu coração.
Meu coração me ensina a reconhecer
A atividade rítmica de minha vida.
O coração pulsa - eu avanço.
Seu batimento diz-me claramente:
"Não deposites tua esperança no futuro.
Pois ele é ilusório e inexistente.
O que esperas do futuro
Torna-se passado depois de algum tempo.
Tudo quanto existe já existiu antes.
E, não obstante, tu avanças.
O caminho é o essencial, o sentido de tudo.
Ele é o único ponto em que passado,
Presente e futuro se unem,
Para juntos formar uma única realidade.
Uma amizade fo:te e pura como um diamante:
Esta e tua chave .
Eu parto.
As marcas de meus pés mudaram.
Elas agora são menos profundas,
E quase não as vejo.
O caminho se volta em outra direção,
E ascende como degraus
Transparentes, invisíveis.
Nada mais me resta além do meu coração.
Eu o escuto atentamente,
Pois seu ritmo foi mudado.
Ouve-o, sua batida é mais forte,
Mais profunda,
Meu calor se intensifica.
E uma vibração intensa,
Um arco-íris,
Uma luz ofuscante!
O espaço inteiro é por ela preenchido.
Poderosa, ela aniquila todo o pensar,
Dissolve toda forma,
Porém, em minhas mãos está o poder
Da chave de diamante.
Então ... eu experimento o que é o silêncio.
Mais potente que outro som,
Ele tudo preenche.
Ele está em tudo.
Ele é tudo.
(Poema retirado da revista Pentagrama
que ganhei do meu amigo Cleison Lacan
que tá sempre tentando contribuir com minha busca espiritual ) ^^
sábado, 1 de agosto de 2009
Inicios e Retornos.. Começos e Recomeços... Desabafo!
Ideias não podem ficar só no papel... Empenhai-vos para que possamos desafiar o impossível, oras! O mundo está mais na mão daqueles que “fazem” algo por ele do que na daqueles que “querem” fazer!
O momento certo para isso não deve ser pensado e programado. Começa agora! Em cada pequeno detalhe. Não se conforme em ser apenas mais um! Mais um, apenas!
E seja a mudança que você quer ver no mundo..Pois como podemos querer revolucionar o mundo, senão revolucionamos a nós mesmos?
Verdadeiras mudanças ocorrem de dentro pra fora e não de fora pra dentro!
Habilite-se!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Confissões não curtas...
Desconcertos
Hoje é um daqueles dias que acordo um tanto quanto literária ( não no sentido de ler mas de querer talvez ser lida, mesmo sabendo que os leitores quase inexistem ). Hoje fiquei feliz por chegar ao capitulo 9 (penúltimo capitulo) de um livro que por vezes me deixou prestes a chorar,mas não por tão fácil eu consigo arrancar lagrimas dos olhos.Só quando me emociono,embora isso não seja tão raro....O livro é bastante interessante e comovente – A menina que roubava livros – se desenrola na Alemanha nazista e entre ódio, morte e todo o sombrio que envolvia uma sociedade que em maioria seguia as idéias e diziam um Heil Hitler o livro também fala de uma das mais sublimes formas de amor: amizade e tantas outras coisas mais, do ponto de vista da Morte e de uma menina. Mas mesmo o livro sendo tão interessante, percebi que nunca tinha demorado tanto tempo pra ler algumas não tão longas paginas. Estou com o livro desde fevereiro desse ano , esqueci ele um pouco, devido a demanda de outras leituras exigidas pelo meu curso e só voltei a pega-lo no inicio das férias, ou seja, fim de junho desse ano, porém só agora, quase um mês depois me aproximo do fim.Talvez porque ultimamente minha vida tenha ficado bem mais interessante que qualquer livro...Me ocupo das minhas paginas bem vividas e pouco tempo me sobra pra leitura,embora ainda tenha paixão por livros, mais por livros do que por ler, diria...rs... Porem, há muitos espaços pra desconcertos e hoje tive uma pagina da minha vida um tanto quanto desconcertante... E o que vi e ouvi me fez querer mudar, mudar e mudar , virar mesmo a pagina..E não importa o quanto demore..sempre há tempo pra virar a pagina e começar um novo capitulo. E essa é,geralmente, a parte que mais gosto... Concluir um capitulo e passar pro seguinte....A gente anda é pra frente,ok?Acho que a vida deve ser assim...
Tenho tido dias tão agitados.... incomuns, bonitos,de momentos de intensidade singular, plural e as vezes comuns,no entanto, raros...
Alucinações bem conscientes
27/07/09 22:31 (Extremamente por acaso,a hora é exatamente a mesma do dia 24)
Adoro essa data... Hoje... 27 de julho, mas também poderia ser 27 de fevereiro..Tenho meus motivos bem particulares pra isso...Não se trata de uma data que me faça lembrar algo que aconteceu...(Não exatamente)... Mas nessas datas gostaria que algo acontecesse, ou de fato, tivesse acontecido... Não costumo gostar de números , mas desses eu gosto.
E não é que quase por acaso ou mesmo sem querer, algo se passou em algum dia datado de 27 na minha vida... E não esquecerei..Não..Isso faço questão de lembrar..Gosto quando o universo conspira a favor de alguns desejos bem internos...
Mas, ainda falando da “ Menina que roubava livros” ,um dos livros que mais demorei pra ler, por falta de tempo pra leitura mesmo..rs...Finalmente hoje,nessa data lindona, cheguei ao capitulo 10 e ao epilogo... E bem antes da pagina 374, não deu pra segurar, corações cansados e lagrimas rolaram. Detestei chorar. Não gosto quando as emoções conseguem falar mais alto. Não eu não sou uma pessoa fria, mas não gosto de perder o controle sobre as coisas que sinto...(Como se fosse tão possível controlar, ainda assim,tento)Mas o livro me emocionou bastante...e que droga..eu chorei.E se eu soubesse que o livro me levaria tantas lagrimas , nem sei se ia querer ter lido.. Talvez sim..pelo titulo, que desde logo me chamou atenção. E no contexto do livro cabe a letra de uma musica linda de um Cabeludo que diz: "Não importam os motivos da guerra. A paz ainda é mais importante que eles."
O livro também me fez lembrar dois sonhos que tive recentemente... Um que envolvia uma aliança de um ouro tão brilhante como nunca vi na vida... E nem de ouro muito eu gosto, mas o brilho da aliança de ouro no meu sonho era radiante... E a aliança não era uma aliança de algo entre homens, mas algo como que divino, com Deus.
Outro sonho que tive se tratava de uma escolha... Eu deixava de fazer algo que eu queria, me arrependia e sabia que não teria um outra vez. Ao contrario do sonho anterior, que me trouxe paz e contentamento, esse me fez acordar com saudade de algo que não existia e com uma angustia que eu não deveria ter.
Por alguma razão quis blogar isso, por muito sem razão que possa parecer, não tenho paciência nem pra twitter,(que eu adoraria ter....moh modinha bonitinha..rs) mal respondo os emails que me chegam, meu Orkut só entro pra responder recados e algumas vezes brincar com fotos...E o MSN só entro quando não tenho sono ou quando tenho algo pra falar com alguém e não tenho outra forma de contatar. Não tenho mais tanta paciência pra internet... não tenho tanto tempo pra ler os livros que eu gostaria de ler...24 horas parecem ser tão pouco pro tanto de coisa que eu tenho pra viver.. E eu e meus vinte anos e poucos meses bem vividos vão passando com o gostinho refrescante da velocidade apressada, sem pressa mas bem norteada e as vezes eu sinto um gosto estranho do egoísmo em mim.Egoísmo com chocolate como diria uma amigo meu, a despeito de uma frase que exibi outro dia dizendo “ O altruísmo é um prato bem mais saboroso” ou algo assim...Me sinto bem hedonista as vezes também.... As vezes eu não me acho tão parecida comigo..Ou com o que eu deveria ser...
Meus dias tem sido claros. Iluminados... E os sorrisos cada vez mais sinceros... Mas tenho medo e as vezes me sinto culpada, por tanta felicidade quase que inata, sendo que muitas das pessoas que eu tanto amo ou mais amo, não me parecem ter motivo suficiente pra sorrir...Isso me faz lembrar que a felicidade sim, é o único bem que você pode dar sem ter, mas que existem momentos que por mais que você tente, o outro não consegue receber...
Termino com a letra de uma musica que eu mais queria que fosse uma oração :
"Como sou feliz, eu quero ver feliz quem andar comigo".
sábado, 4 de julho de 2009
Sublimação - Sublime Ação
Pois bem, hoje quis escrever sobre algo que tava lendo e estava relacionado com umas questões que eu andava pensando outro dia. O blog aqui já mudou de nome, já desabilitei a idéia de fazer um blog especializado em frances, porque não sou mesmo boa em línguas e decidi postar sobre minhas alucinações conscientes, por assim dizer.
E então vim falar hoje de achados freudianos , mentes criativas e da internetlização nisso tudo.E o conceito de Freud que da titulo ao post hoje é sublimação,que de acordo com o mesmo,é o modo mais adequado de lidar com os impulsos inaceitáveis pela sociedade ou mesmo pelo próprio individuo. Mas como ocorre essa tal sublimação e o que tem ela a ver com as características de um sujeito normal, ou mesmo com essa postagem no blog? Bem..O que tem a ver é a forma sobre como a criatividade está relacionada com a sublimação, que seria uma espécie de alquimia, uma transformação de uma energia especifica em uma determinada obra/criação. As pessoas criativas tem uma capacidade de transitar entre o mundo consciente e o inconsciente que a maioria de nós não tem. Assim quando mentes criativas pintam, compõem; estão colocando pra fora o que está dentro, mas não tal qual é, e sim transformando em uma beleza aceita e que possa ser admirável. As atividades criativas também têm um alto poder paliativo de acordo com os psicanalistas, pois quando escrevem ou pintam as pessoas podem aliviar conflitos internos de um modo seguro. Mas os remédios podem aliviar,no entanto nem sempre trazem cura. Exemplo disso é o caso das poetisas Sylvia Plath e Anne Sexton que tiveram um final trágico: ambas se suicidaram. Mas durante muito tempo expressaram sua depressão em seus versos e isso as mantinha vivas. Eis aqui palavras ditas por Anne Sexton:“Os meus admiradores acreditam que estou curada, mas não é verdade. Apenas virei poeta”. Porém , externar toda dor que sentiam e todo descontentamento diante da vida, não foi suficiente para tira-las do tormento..Talvez escrever, aliviasse, mas remédios não fazem efeito pra sempre.Mesmo assim pode-se dizer que a sublimação é uma defesa útil e que temos na criatividade sua melhor expressão.Desde que o mundo é mundo as pessoas utilizavam meios para expressar o que sentiam ,seja por hieróglifos,sons,gestos ou seja la o que for, sempre tentando significar as coisas.. as vezes por necessidades coletivas, muitas outras por necessidade do próprio eu. A linguagem, seja ela verbal ou não é a forma mais concreta de tornar visível o invisível. Com ela expressa-se pensamentos, sentimentos, torna o desconhecido, conhecido, exibe o oculto. Muita gente já escreveu em diário , eu mesma inclusive e isso de fato ameniza dor quando existe e promove alegria quando há de se compartilhar algo bom através de palavras,desenhos,musicas ou enfim...Também há outras formas de comunicar,ou melhor, externar o que ta interno, como tocar um instrumento musical(quando toco minha flauta-doce, ao contrário de quem escuta, me sinto tão bem..rs),pintar,modelar,artesanar...Mas atualmente há uma forma ganhando espaço no que diz respeito a criatividade como forma de sublimação.Hoje a internet ta ai e os blogs e sites de relacionamento mostram a alta produção de subjetividade humana – alias a internet como produção de subjetividade humana gerou discussões pra lá de interessantes em um congresso de psicologia que ocorreu em maio desse ano(2009). E agora penso eu: Estariam as pessoas ao escreverem em blogs, desenvolvendo sua própria criatividade? Estariam elas sublimando uma energia interna inaceitável, expondo-a ao mundo em forma de palavras? Ou seria algum tipo de síndrome de celebridade, tipo exibicionismo?Ou que outro nome teria?Estaria eu inclusa nisso tudo? E meus amigos blogueiros também?Freud explicaria se estamos ou não sublimando? Seriamos nós alquimistas de nossos próprios conteúdos ou o quê?Há muito mais coisas nas entrelinhas do que se pensa... Oras..Pensas, logo existes...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Um conto para contar um Conto!
Pensamentos soltos...
Dias nublados....
10/06/09
As pessoas não estao no mundo para satisfazer nossas necessidades, não estao para realizar nossos desejos , e nem para nos agradar. Se a gente entende isso, talvez possa parecer mais facil. Eu não queria chorar. Eu não queria que pessoas tivessem o poder de me magoar. Eu queria estar imune a tudo isso. Mas não estou. Não estamos. Ninguem estar. As pessoas so podem te magoar se você da um certo espaço pra elas, se você deposita quantias que sabe que não pode depositar ,mas deposita. As vezes nada parece fazer sentido. As vezes parece mais fácil agir assim, como se nada realmente fizesse sentido.Mesmo indo isso contra uma crença maior, ou quem sabe uma resistente esperança de que algo possa fazer sentido. Ate hoje , que sentido já fez?
Eu sei , é tudo sem sentido.
E o mais sem sentido ainda é buscar sentido pra tudo.
Nesse momento ouço a musica - Fix You do Cold play. Todos nos temos momentos masoquistas.
Eu não acho que é possível conhecer tantas pessoas interessantes. Mas também sei que não devo deixar de acreditar no melhor do ser humano.
Tudo é uma questão de saber pra onde olhar.
-Teus passos te levarão pra onde queres ir. Nem sempre assim será, mas tende ao sim. (Assim diz uma sábia e velha voz, sabia não por ser velha ,mas por saber o que quer dizer mesmo quando não tem nada a declarar)
( Preciso de um diário)
Dramaticamente,
Bia Hildegard
-*-
15/06/09
Só que as vezes...
Existem momentos em que a gente percebe que existem pessoas que estao no mundo so para agradar , pra satisfazer certas necessidades, pra devolver sorrisos aos lábios e fazer sorrir o coração...Pessoas que te fazem bem.. e fazem tão bem que da vontade de fazer tão bem também....
Tenho tido DIAS MAIS CLAROS, serenos, tranqüilos....breve espaço entre silencio e barulho....
Sozinha e acompanhada...
O filme é o mesmo...so o elenco é que tem que mudar e mudou, embora haja personagens que insistimos em querer que permaneçam pra sempre..Mas nada é pra sempre...
(Quis que fosse você. Sempre quis e sempre vou querer mesmo que não mais querendo. Dificil entender, melhor aceitar.)
A vida segue uma certa lógica....
E mesmo não sendo fácil você tem que tentar aceitar que nada é eterno, as pessoas vem e vão e quem ama também deixa ir, e as vezes precisa ir, e ate mesmo sabe quando convém partir e quando deve ficar. Entao nada de construir cárceres que servem unicamente pra te limitar.
Apenas permita-se!
And... So... Be happy! With or without
Com ou Sem, seja feliz somente!
Bia Hildegard*
Bia apagou as luzes e fez o que tinha que fazer. Partiu.



