sábado, 3 de outubro de 2009

Depois de um dia de Faxina - Faxina na alma

O titulo do post é totalmente inspirado em um Carlos Drummond de Andrade...Mas o que eu tenho pra blogar hoje e como quase sempre, é bem meu... Pra não deixar o blog entregue as baratas, comprometi-me comigo mesmo de postar nele qualquer coisa, desconsiderando até que existe quem passa por aqui na tentativa de ler algo interessante e acaba se deparando apenas com subjetivações de uma pessoa em ascendência ainda...
Na verdade, o blog deveria ser um diario pessoal, mas não estou acostumada a publicar o que escrevo em meus diarios propriamente ditos. E quando o faço,como pretendo agora e em algumas vezes, me sinto tão boba.. Isso porque sei que existem coisas que são só minhas e ninguém estar apto ou tem meu consentimento para compreendê-las, não aqui,não nesse espaço. Mas hoje queria sim falar um pouco do meu dia, que foi bom, muito bom. Estou cansada, depois de uma longa faxina que levou meu sabado inteiro.Oras, eu previa que depois do fim de semana passado badalado e com bons motivos pra comemorações, bem que eu precisava de um fim de semana em casa, sossegada, do jeito que mais gosto... Não, não é que eu goste exatamente da faxina, mas gosto do resultado... Poucas coisas são tão recompensantes como o cheirinho de limpeza e esse clima de mudança no ar... Humm..Bom.. Lembrei agora ate de algo dito por Madre Tereza : A maior satisfação é o dever cumprido!
E nossa como é vasto o significado da faxina... Tenho uma amiga que sempre que precisa rever seus conceitos faz uma faxina.... Eu não necessitava tanto rever meus conceitos, hoje precisava mesmo por as coisas no lugar, em ordem, pois preciso disso pra me sentir bem...Mas acabei indo mais longe, a faxina me arrancou sorrisos... Encontrei tantas coisas de um passado não tão distante e em muito presente - anotações, livros que li e gostei ,livros que ganhei e até hoje não li, dedicatórias que me fizeram lembrar com carinho de tantas pessoas especiais que passaram por minha vida e mesmo longe agora, de algum modo ficaram. Reli cartões, cartas, comentários e me dei conta de como sou ou pelo menos fui querida e de como isso faz tão bem pra mim e o carinho que tenho acaba sendo ainda maior que uma simples reciproca...
Tive tanto trabalho em me disfazer do taxado "desnecessario" , parece que tudo que mantenho é dotado de tanto valor, até anotações velhas, formulas de quando eu fazia cursinho pra minha sonhada federal, revistas, coleções, embrulho de presentes que ganhei e que de alguma forma valeram muito mais do que o proprio conteudo... Tantão de coisa boa de se rever e outras coisas que sei que nunca mais reverei ou utilizarei...
Sabe, julgo uma boa faxina,além da limpeza, pelo tanto de coisas que consigo jogar fora, porque ai sei que ela realmente aconteceu, que acontece uma repaginada. Hoje conclui tudo com uma caixa cheia de entulhos e três sacolas. Pouco. Constatei que preciso de uma outra faxina e aprender definitivamente a cultivar a arte do desapego pra deixar um monte de coisas irem embora. Mas sempre consigo adiar pra proxima vez algumas idas ou despedidas e nisso continuo colecionando coisas e coisas sem nenhum valor real ou utilidade pratica aos olhos de terceiros, mas que me valem tanto que até doi só em pensar em me desfazer delas.. Que mania de atribuir tanto valor as coisas, coisas que me lembram pessoas, pessoas que foram e são especial pra mim.
As vezes acho que mudei tanto nos ultimos três anos, as vezes acho que não mudei nada.
Talvez agora finalmente, com essa blogada eu tenha concluido uma suposta faxina na alma, que ja começou há algum tempo e parece que se perpetua...
Sei que agora uma real mudança vai acontecer, mudança mesmo no sentido geografico, fisico ou de espaço que seja. Tudo indica casa nova no ar e logo vida nova também e renovada. E quem sabe em um novo espaço eu consiga deixar definitivamente pra trás certos resquicios, certos pedaços de mim... Mas até la ( inicio do proximo ano) tudo pode passar e se eu não julgar realmente necessario ou desnecessario, continuarei com minhas caixas e caixas de lembranças atras de mim , atravessando ruas e rios, cidades e fronteiras e seguindo sem acreditar num fim...

2 comentários:

dina disse...

as vezes me sinto como vc...
nunca consigo fazer uma faxina.. pois nunca consigo jogar nada fora! tem pedaços de papel com conversinhas paralelas com mues amigos q ficam guardadas... e me sinto bem em reler tudo! e concluo q naum mudei nada!
adorei seu blog.. vou seguir!
bjocasss

Adria disse...

Nossa..Que legal a identificaçãoo Dina.. Acho que acontece com muita gente mesmo.. Eh a nossa mania de atribuir valor a coisas, exatamente pq elas lembram momentos, pessoas... Significancias nossas... É a vida...
Pode ficar a vontade pra seguir... bjo